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U-139 – Associação Comandante Carvalho Araújo
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U-139

U139-desenho
Perto do final da 1ª Grande Guerra, os alemães decidiram estender o teatro de operações da guerra submarina até às costas dos Estados Unidos da América. Estas operações exigiam submarinos com um enorme raio de acção e armamento poderoso, capazes de lançar minas e torpedos e aguentar combates de artilharia à superfície.
Nascem assim os “cruzadores-submarinos”, armados com seis tubos lança torpedos e no mínimo com duas peças de 150 mm.
O U-139 (S.M.S. Kreuzer) era um dos submarinos que a Alemanha tinha nos últimos dias da 1ª Grande Guerra. Construído nos estaleiros “Krupp”, tinha a capacidade de 1930 toneladas para se deslocar à superfície e em imersão a capacidade de 2483 toneladas. Medindo cerca de 102 metros de comprimento, a instalação propulsora era alimentada a motores diesel que moviam dois veios, o que lhe permitia atingir uma velocidade máxima de 16 nós à superfície.
Armado com seis tubos lança-torpedos (4 à proa e 2 à popa) tinha ainda duas peças Krupp de 150 mm, uma a vante e outra a ré da torre de comando. A sua guarnição era constituída por cerca de 80 homens.

U139-1100x600Em Outubro de 1918, este poderoso cruzador-submarino era comandado pelo Capitão-Tenente Lothar Von Arnault de La Perière, o melhor comandante de submarinos da Marinha Alemã. No dia 1 de Outubro, conseguiu torpedear um navio que seguia num comboio fortemente escoltado. O navio atingido acabou por se afundar sobre o U-139, com o qual embateu de forma bastante violente, tendo o submarino escapado por milagre, dando ar a todos os tanques de lastro. A torre de comando ficou bastante danificada e os dois periscópios destruídos, o que não permitia que o U-139 efectuasse ataques com torpedos em imersão. Contudo, o comandante alemão prosseguiu viagem.
Na madrugada de 14 de Outubro avistaram o paquete S. Miguel e o Augusto
Castilho. Cerca das 06.15 o U-139 abriu fogo sobre o paquete, tendo o caça-minas respondido de imediato mediante as ordens do seu comandante.
Travou-se então um duelo desigual e bastante prolongado (cerca de 5 horas), tendo o comandante Carvalho Araújo acabado por morrer, bem como outros membros da tripulação. O S. Miguel conseguiu escapar ileso e os alemães acabaram por afundar o Augusto Castilho com cargas explosivas e tiros de artilharia disparados sobre a linha de água.
A 22 de Novembro de 1918, foi enviada uma mensagem a todos os submarinos alemães, ordenando que cessassem os ataques a toda a navegação mercante. No dia 11 de Novembro, pouco menos de um mês após o combate, era assinado o armistício que punha finalmente fim à 1ª Guerra Mundial.